quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Mostra Retratos de Mulheres por Mulheres


Com a exposição Retratos de Mulheres por Mulheres, curadoria de João Kulcsár, a Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp apresenta ensaios de importantes fotógrafas como Claudia Andujar, Maureen Bisilliat, Cris Bierrenbach, Marcela Bonfim, Luisa Dörr, Denise Camargo, Ana Carolina Fernandes, Claudia Jaguaribe, Coletivo AMAPOA, Denise Camargo, Dorothea Lange, Elza Lima, Isis Medeiros, Haley Morris-Cafiero, Júlia Pontés, Mara Erlich, Monica Zarattini, Nathalie Daoust, Rosa Gauditano, Rania Matar, Vânia Toledo, Rosangela Rennó.
Centro Cultural Fiesp / Realização SESI São Paulo. Exposição: de 25 de janeiro a 3 de maio de 2020.
Foto © Claudia Andujar, Jovem mulher Opik i theri, 1977

domingo, 10 de novembro de 2019

Arnaldo Antunes: O real resiste


Arnaldo Antunes, O real resiste. Direção e edição, Fred Siewerdt. Co-direção, Marcia Xavier. Imagens, Mídia Ninja. Voz Arnaldo Antunes, violão de nylon, Cézar Mendes, baixo, guitarra e violão de 12 cordas, Dadi Carvalho, piano, Daniel Jobim, violão de aço, Chico Salem. Produzido por Arnaldo Antunes e Gabriel Leite. Edição e mixagem, Gabriel Leite / Estúdio Casa da Lua. Masterização, Maurício Gargel Audio Mastering. Produção executiva e management, Caru Ziber / Libertà Arte. Gravado no Estúdio Canto da Coruja, por Gabriel Leite, em Piracaia, SP, em julho de 2019. Realização Rosa Celeste.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Robert Frank, June e uma pedra




A "pedra da bondade" que vai parar nas mãos de Robert Frank (1924-2019) e June, em 24 de maio de 2019.
Stone of Kindness / Projeto de © Ethan Neville

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Valda Nogueira: Imagens Humanas


Valda Nogueira (1985-2019) documentou comunidades tradicionais nas áreas rurais em diversos estados brasileiros. Fotografou agricultores, paisagens, apanhadores de flores sempre-vivas e outros grupos de origem camponesa. Fotografava o modo de vida que a envolvia — coisas humanas.
Foto © Valda Nogueira / Imagens Humanas: Maria Severina da Silva e Eduardo na cozinha de uma pequena propriedade do sítio da Boa Vista na comunidade rural Barra de Santa Rosa, Paraíba, 2013.
(Linlk Valda Nogueira)

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Robert Frank (1924-2019)


Nascido em Zurique, Suíça, Robert Frank trabalhou como assistente de fotografia para Hermann Segesser e Michael Wolgensinger antes de se mudar para os Estados Unidos em 1947. Alexey Brodovitch o contratou para a equipe de fotógrafos da revista Harper's Bazaar, apresentando-lhe à Leica 35 mm. Participou de duas exposições, 51 American Photographers e The Family of Man. Em 1953, Frank documenta a vida cotidiana de Ben James, um minerador de 53 anos do País de Gales, que trabalhava nas minas de carvão desde os 14 anos de idade. Sua primeira exposição individual Robert Frank: Photographer, foi realizada em 1961, no Art Institute of Chicago. Frank ganhou a primeira bolsa Guggenheim para fotografia concedida a um estrangeiro e a usou para viajar pelos Estados Unidos entre 1955 e 1956, percorrendo mais de 30 estados em um carro usado. The Americans, seu livro baseado na viagem foi lançado inicialmente em Paris em 1958, e no ano seguinte nos Estados Unidos. Organizado de acordo com um critério visual, em vez de geográfico ou cronográfico, o livro mostra os Estados Unidos como Frank o via, e não como o país provavelmente gostaria de ser visto. Nas fotos de Frank as pessoas aparecem quase sempre com os olhares perdidos, ao mesmo tempo, transmitem dignidade. The Americans, o testemunho pessoal de Frank, é um marco na história da fotografia. 
Na década de 1950, passou a se dedicar ao cinema, consolidando sua reputação de diretor de vanguarda ao dirigir Pull My Daisy (1959), com roteiro do escritor da geração beat Jack Kerouac e protagonizado pelo poeta Allen Ginsberg. Em 1972, depois de escrever sua biografia The Lines of My Hand, Frank se inspirou a retornar à fotografia.



Esta foto tirada por Gerhard Steidl, editor, designer, curador e fundador da Steidl, uma das Editoras mais influentes de todo o mundo, mostra o momento em que Frank folheava o catálogo da exposição Robert Frank, Books and Films, 1947-2018, exibida no Museum der Moderne Salzburg, Áustria. Uma retrospectiva de sua carreira artística, com destaque para os filmes de Frank, que foram cuidadosamente restaurados e recentemente digitalizados.
Tanto a exposição como o catálogo foram planejados em estreita colaboração entre Frank e seu editor e curador, Gerhard Steidl. O catálogo da exposição, uma edição especial do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, seguindo seu design e formato original, e impresso em papel jornal, traz entrevistas, artigos, cartas e depoimentos, juntamente com uma série de fotografias. O design gráfico do catálogo torna-se parte constitutiva da exposição, onde as fotos de Frank foram reproduzidas em uma impressora jato de tinta e impressas em papel jornal com até três metros de comprimento, pendurado diretamente na parede, sem moldura. Ele ficou feliz com este projeto. Nas palavras de Frank: "Barato, rápido e sujo, é assim que eu gosto!" 
Robert Frank foi um artista discreto e o fotógrafo mais triste e mais verdadeiro.
Foto © Robert Frank, Reno, Nevada,1955, Danziger Gallery / Foto © Gerhard Steidl, Robert Frank, Mabou, Canadá, setembro 2014, cortesia de Steidl Verlag: Robert Frank, Books and Films, 1947-2018. (Photo Box: bringing the great photographers into focus, org. Robert Koch, Thames & Hudson, 2009 / Juliet Hacking, Tudo sobre fotografia, tradução Fabiano Morais, Fernanda Abreu e Ivo Korytowski, Sextante, 2012)
  

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Brasil: corações


Um vídeo de @loirocunha e @julinhoandrade. Imagens Loiro Cunha, Julio Andrade e Carol Quintanilha.
Imagens capturadas no dia 15 de maio de 2019 . Trilha sonora Coração de Estudante, de Milton Nascimento e Wagner Tiso.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Art kane: Harlem 1958 - 60 anos


Lançado pela Wall of Sound Editions, o livro Art Kane: Harlem 1958, homenageia os 60 anos da imagem que entrou para a história da fotografia: A Great Day in Harlem (Um Grande Dia no Harlem), como a fotografia ficaria conhecida. 
Em 1958, Art Kane (1925-1995) conseguiu reunir os maiores nomes do jazz. Para acalmar os 57 músicos, vizinhos e crianças do bairro, o fotógrafo com sua câmera Hasselblad, e posicionado do outro lado da rua, usou uma edição do jornal New York como megafone e gritou várias vezes: "OK, olhem para cá, vamos acabar logo com isso, vamos fazer a foto e ir pra casa.." 
A foto foi publicada na revista Esquire, em 12 de agosto de 1958.
Fotografias © Art Kane (Dizzy Gillespie, They Can't take that Away From Me, George & Ira Gershwin) / Art Kane, Master of Contemporary Photography - The persuasive image, Thames and Hudson, 1974)



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Walker Evans: Alabama


Uma fotografia documental da vida cotidiana de Walker Evans (1903-1975).
Foto: © Walker Evans: Furniture store sign, Birmingham, Alabama, 1936 (The Metropolitam Museum of Art)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

André Cypriano: Exposição Rocks of Imagination


























Convite / Galeria Paralelo (clique na imagem para ampliar)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Weegee: The Village

Weegee (1899-1968) nasceu com o nome Usher Fellig, na Ucrânia, e emigrou para os Estados Unidos em 1910 (mais tarde anglicizado para Arthur Fellig). "Weegee, que recebeu esse apelido graças ao seu faro extraordinário para achar uma boa matéria (Weegee em inglês designa o tabuleiro Ouija usado em sessões espíritas), conseguia ser o primeiro fotógrafo na cena do crime porque em 1938 se tornou o primeiro cidadão autorizado a usar um rádio de ondas curtas para monitorar as transmissões da polícia. Weegee publicou em 1945 seu primeiro livro, Naked City, e um ano depois seu segundo livro, Weegee’s People. Começou a produzir fotografias distorcidas que apareceram em seu terceiro livro, Naked Hollywood (1953). Sua autobiografia, Weegee by Weegee, foi publicada em 1961." (Tudo sobre Fotografia, Sextante, 2012). 
O livro The Village, publicado em 1989, contém o layout, a seleção e sequência das fotos sem legendas e o texto de introdução que Weegee deixou pronto antes de morrer. Para ele, o projeto é a lembrança de um lugar em processo de desaparecimento. Na época, prédios históricos foram demolidos para a construção de novos centros educacionais. 
Sua narrativa não deixa dúvidas de que o fotógrafo sente-se integrado e participante do roteiro que está apresentando — sua própria história. Se, por um lado, suas fotografias proporcionam conhecimento sobre a vida cultural no Greenwich Village, o bairro mais badalado de Nova York nas décadas de 1940 e 1950, por outro, seu texto revela um descontraído e doce Weegee.


Eu amo Greenwich Village (...). As pessoas migram para o Village porque é um bairro diferente ou para encontrar sua alma gêmea (...). Freud é o autor preferido. Village está repleto de pessoas criativas: escritores, estudantes de arte, músicos e dançarinos à espera da descoberta de seus talentos. No entanto, se você der de cara com um sujeito que sabe compor uma música, viaja de avião, usa cavanhaque, gravata borboleta e fuma cachimbo… ele não é nenhum gênio. A vida noturna é abundante em Village. A Broadway agora é chamada de "Cinderela" porque tudo acaba à meia-noite. O melhor horário para conhecer a boemia é a partir das dez horas da noite, quando começa a esquentar (fique longe do lugar aos sábados, quando atrai turistas e curiosos). Sheridan Square é um bom lugar para começar. Atravessando a praça, o Riviera é o local mais amigável da cidade. Beba um copo de cerveja pelo preço de 15 centavos no Bar Louis, é refrescante e o exercício lhe fará bem. Mas não fique por muito tempo em um só lugar. Caminhe pela MacDougal e pare para ler os anúncios no quadro de aviso do Gaslight Coffee House, você não vai querer misturar café e cerveja. Em seguida, vá até o Bar San Remo para ver o que está acontecendo. Se ainda estiver sozinho, há algo errado com você. Mas não desista e nunca perca a esperança, a última parada é no Lenny, West 10th Street. Tenha muito cuidado com as garotas do Bronx e Brooklyn, elas estão sempre à procura de alguém (um John) para pagar um jantar com vinho e depois levá-las para casa de taxi. Tem festa no Village pelo menos uma vez por semana, normalmente acontece num loft, todos sentados no chão, com olheiras profundas sob os olhos, enquanto alguém toca o bongô (...). As garotas do Village parecem ser de outro planeta, como se pudessem atravessar paredes e uma capacidade inesgotável de beber cerveja. Domingo é um grande dia no Village. Washington Square Park reúne pessoas de todas as idades. Os jovens levam banjos e gaitas e cantam canções folk. E então chega à noite, o parque fica quase deserto, exceto por alguns casais aqui e ali. Na segunda-feira, eles voltam à rotina, cansados… olhando pela janela… olhando… procurando.
Fotos: © Weegee (Portrait of Maurice, Prince of Bohemia holding The Villager newspaper, San Remo Bar, Greenwich Village, Nova York, 1954) / (Woman, seen from behind, wearing a dress with an exposed back, seated at a table smoking a cigarette) / (Man with one raised arm, the other arm holding a cigarrette, and woman, holding a bottle, they are wearing costumes, almost naked and perhaps dancing, at a ball at the Astor) / (Man biting the hair of a woman, perhaps while dancing, as a coustumed crowd looks on, at a party in Greenwich Village) / ( Weegee, The Village. Editor Robert Drapkin, copyright © Wilma Wilcox, Da Capo Press, 1989) / ( Reproduções ICP - International Center of Photography)