sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Hiroshi Hamaya

Em 1940, Hiroshi Hamaya foi para a Manchúria como correspondente fotográfico de guerra. Exerceu grande influência sobre fotógrafos amadores, inaugurando o movimento realista da fotografia japonesa. Produziu ensaios com objetividade sobre a vida simples dos camponeses da região de Niigata. No período pós-guerra, Hamaya fotografou as mudanças na sociedade e acrescentou uma dimensão histórica de caráter atemporal. Além dos ensaios fotográficos, também se tornou famoso pelas suas imagens aéreas, as formações imponentes da natureza.
Foto: © Hirosho Hamaya

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Manuel Alvarez Bravo

De acordo com Diego Rivera, suas fotografias eram mexicanas no formato, conteúdo e causa e, portanto, carregadas de ironia e angústia. Manuel Alvarez Bravo (1902-2002) foi um autodidata em todos os aspectos de sua formação intelectual, que incluem a matemática, a música, a filosofia, a literatura e a história da arte. Suas atividades estiveram relacionadas mais com o cinema por volta de 1925, poucos anos depois se tornou o pioneiro da fotografia contemporânea mexicana. Uma frase de Bravo que explica melhor a sua arte: "Creio que sou fotógrafo porque ando buscando minha primeira imagem."
Foto: © Manuel Alvarez Bravo

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Ray K.Metzker

Prova é o nome dado à folha de papel fotográfico onde se copiam por contato vários negativos. Alguns fotógrafos descobriram que as provas funcionavam em conjunto para apresentar um significado distinto daquele das fotos individuais. Ray Metzker adotou como algo a ser explorado propositadamente. Desde o início da década de 60 utilizou exposições sequenciais como uma só imagem. Ao visualizarmos as duas fotos juntas, a praia torna-se tela de fundo e percebemos que as duas figuras não estão repousando, mas caindo ou flutuando.
Foto: © Ray K. Metzker

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

André Kertész

André Kertész (1894-1985) mostrou a estética especial da câmera pequena. Em 1925 quando a primeira Leica de 35 milímetros foi lançada, parecia perfeita para Kertész e seu senso artístico. O plano de fotografia de suas imagens é uma espécie de desenho, adorava formar figuras em direção a um ponto de fuga. Após uma doença grave, decidiu trabalhar exclusivamente como fotógrafo independente. Nos passeios ao ar livre registrou imagens simples, com toda a beleza que é o ato de ver.
Foto: © André Kertész

domingo, 25 de novembro de 2007

Leonard Freed

Leonard Freed (1929-2006) começou sua carreira de fotojornalista em 1953. Produziu diversos ensaios: o pós-guerra na Alemanha, a emigração asiática na Inglaterra, a Espanha depois de Franco e muitos outros. Freed ficou famoso ao realizar a cobertura do movimento dos direitos civis, nos anos setenta, nos Estados Unidos. Imagens que mostram os conflitos e a discriminação social, sem uma visão política, mas com um choque emocional que reforça a realidade, constituída de unidades pequenas, mas em número infinito de intensidade.
Foto: © Leonard Freed

sábado, 24 de novembro de 2007

Fotografia aérea

O uso da fotografia aérea para finalidades militares teve sua origem na Primeira Guerra Mundial. As primeiras fotografias de reconhecimento foram pouco mais do que instantâneos tirados de aviões, e as informações eram qualitativas e não quantitativas. Na imagem aqui reproduzida a linha no centro da imagem é uma grande trincheira; a linha reta é a estrada principal; a curva comprida no canto esquerdo inferior é uma ferrovia. As figuras brancas, esses pontinhos, são crateras feitas por explosão de bombas. A fotografia é de autor desconhecido e foi tirada em junho de 1917, perto de Reims.

Philippe Halsman

Philippe Halsman (1906-1979) é um dos fotógrafos de retratos mais original e inventivo do nosso século. Publicou uma famosa série intitulada Imagens de saltos, composta de fotografias de personalidades a dar saltos à frente da câmera. Esta série é característica do humor que percorreu toda a sua obra. O toque surrealista do seu trabalho pode ser atribuído ao amigo Salvador Dalí, com quem trabalhou durante mais de 30 anos, expressando as idéias do pintor.
Foto: © Philippe Halsman

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Um pouco de história

Em 1888, George Eastman criou sua primeira câmera caixote e, a partir de então, a fotografia tornou-se uma das mais incríveis e revolucionárias invenções e a mais popular forma de arte. A manipulação de uma câmera fotográfica pode resultar numa experiência incrível, seja qual for o nível de habilidade do fotógrafo. Quando vi esta imagem, que evoluiu graças aos milagres da química e da mecânica, e que hoje constitui a boa fotografia, desejei colocá-la aqui e dedicá-la a um amigo, com toda a minha paixão. Aproveito, também, para agradecer ao Eastman por sua grande ambição de captar o mundo naquela pequena caixa.
Foto: © Rene Groebli

Marcel Gautherot

Marcel Gautherot (1910-1996) veio para o Brasil em 1939, desembarcando no Recife, de onde foi para a Amazônia, realizando extensa documentação fotográfica. Interessado em tudo que se referia à cultura, às manifestações e aspectos da vida popular. Dedicou durante toda a sua vida de trabalho a documentar a arquitetura, tanto moderna quanto o acervo do passado.
Para Marcel, as noções de arquitetura são fundamentais para a força expressiva da composição fotográfica: "Uma pessoa que não entende de arquitetura não é capaz de fazer uma boa foto".
Foto: © Marcel Gautherot

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Lee Friedlander

E geral, defende-se a arte fotográfica tendo por base a sua utilidade, entretanto, posso também acrescentar que ela serve para alimentar a nossa alma. Lee Friedlander criou muitos modelos cuja utilidade social é indeterminada. Seu fascínio com a transparência, com os reflexos e as sombras, evidenciam significados diferentes dos que normalmente se usam, representa uma exceção à regra.
Foto: © Lee Friedlander

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A memória de um fotógrafo

"E eu escrevo, deixe-as, sempre quero ver essas fotografias que contam nossa história, nosso presente, nosso passado, nossos amigos, e pessoas que habitam nosso mundo, porque elas assumem uma importância fiel na minha memória. O detalhe de uma criança, um homem, uma mulher, um casal, uma paisagem na cidade, no campo, na praia, uma briga, uma revolta, um barco, um rio, um animal, uma janela, uma construção, um trem, um objeto, um nu, enfim, tudo que nos cerca e nos acompanha pela vida toda. Esses momentos são maravilhosos e fiéis à minha memória. Por favor, de uma saudade na memória de um fotógrafo, não faça um historiador."
© German Lorca

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Eadweard Muybridge

Os mais importantes estudos de movimento feitos por Eadweard Muybridge (1830-1904) foram publicados em 1887, uma coleção de 781 placas que descreviam, em quadros sequenciais, seres humanos e animais em diversas situações. Segundo Gombrich, os pintores nunca pintavam aquilo que viam; pintavam aquilo que haviam aprendido a pintar. A obra de Muybridge, por outro lado, registrou milhares de fatos óticos individuais que conseguiu perturbar as técnicas estabelecidas pelos pintores da época.
Foto: © Eadweard Muybridge

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Man Ray

Man Ray (1890-1976) é considerado um dos pioneiros mais importantes da fotografia contemporânea. As suas fotografias abriram novos caminhos, em especial no setor experimental. Juntamente com Lee Miller, desenvolveu o processo de solarização, que usou sobretudo em retratos, mas também em fotografia de nus. Man Ray é um do artistas cujas obras fotográficas foram mais valorizadas no mundo das artes.
Foto: © Man Ray

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Tina Modotti

A maior parte da obra de Tina Modotti (1896-1942) conhecida pelo mundo fotográfico foi criada no México entre 1923 e 1926, época em que viveu e trabalhou com Edward Weston. Aparentemente, continuou trabalhando pelo menos até 1930, quando foi expulsa do México. Nesta época, Modotti fotografou detalhes arquitetônicos e close de flores. Em 1925, no México, Modotti se dedicava à sua verdadeira profissão, a fotografia, que ela chamava de "precioso trabalho. Gosto muito da composição com rosas, uma fotografia com uma gama restrita de cinza claro.
Foto: © Tina Modotti

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

August Sander

No início da sua carreira, talvez cansado de prêmios, August Sander (1876-1964) desenvolveu uma tarefa que figura entre as mais ambiciosas na história da fotografia: retratar o povo alemão. Montou elementos de seu retrato coletivo, colecionando um a um, representantes de todas as camadas sociais. Suas imagens mostram duas verdades simultâneas: a rotina social dos ofícios e a alma de cada indivíduo. Ao analisar as imagens, tenho a certeza que para ele todas as ocupações e todos os indivíduos eram importantes.
Foto: © August Sander

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Jogo de mentiras

"Na primavera de 1921, duas máquinas fotográficas automáticas, recentemente inventadas no exterior, foram instaladas em Praga e reproduziram seis ou sete exposições da mesma pessoa em uma mesma cópia. Gustav Janouch apresenta para Kafka uma dessas séries de fotos:
- Por umas poucas coroas, qualquer pessoa pode se fazer fotografar de todos os ângulos. O aparelho é um conhece-te a ti mesmo mecânico.
- Você quer dizer um engane-te a ti mesmo - retrucou kafka, com um ligeiro sorriso. Protestei.
- Como assim? A câmera não pode mentir!
- Quem lhe disse? Kafka inclinou a cabeça na direção do ombro - A fotografia concentra o olho no superficial. Por isso obscurece a vida oculta que reluz de leve através do contorno das coisas, como um jogo de luz e sombra. Não se pode captar isso, mesmo com a mais nítida das lentes. É preciso tatear com o sentimento para alcançá-la, [...] Essa câmera não multiplica os olhos dos homens, apenas oferece a visão de um olho de mosca fantasticamente simplificada. "
Foto: © Valério Vieira (1862-1914) Os trinta Valérios 1ª fotomontagem no Brasil (1901)

domingo, 11 de novembro de 2007

Harold E. Edgerton

Harold E. Edgerton (1889-1990) desenvolveu uma fotografia estroboscópica de ação cinética de alta velocidade. A fotografia estroboscópica é uma técnica capaz de registrar acontecimentos temporais em fases distintas. As fotografias foram feitas numa sala escura, usando numerosas exposições por segundo. Uma das fotografias mais famosas de Edgerton é esta gota de leite, um acontecimento físico transformado numa escultura líquida.
Foto: © Harold E. Edgerton

sábado, 10 de novembro de 2007

Kyoichi Sawada

Kyoichi Sawada (1935-1970) tornou-se conhecido fotógrafo jornalístico que trabalhou para a UPI durante a Guerra do Vietnan. Recebeu vários prêmios internacionais, inclusive o Pulitzer por esta fotografia Fuga para a liberdade, em 1966. O drama humano expressos nos rostos das crianças e da mãe que conseguiram fugir de um ataque. As imagens de Sawada documentam o sofrimento dos soldados e dos civis. A revista Times chamou este fotojornalista "o melhor fotógrafo e certamente o mais ousado a trabalhar para a UPI na Indochina". Em outubro de 1970, foi morto durante uma missão fotográfica no Camboja.
Foto: © Kyoichi Sawada

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Edward Weston

O fotógrafo Edward Weston (1886-1958) é considerado um pioneiro e um dos representantes mais sólidos da "fotografia direta" americana. Gostava de fazer experiências, de procurar motivos abstratos, angulos de observação e condições de iluminação. Fotografou fragmentos de rostos e nus e começou a usar técnicas de foco variável. Para Weston, as coisas do dia-a-dia transformavam-se em esculturas orgânicas, cujas formas eram ao mesmo tempo expressão e justificativa da vida que abrigavam, uma qualidade quase tátil.
Foto: © Edward Weston

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Alfred Eisenstaedt

Como fotojornalista, Alfred Eisenstaedt (1898-1995), não se especializou num campo específico. Todavia, suas fotografias de pessoas foram as que lhe valeram um lugar na história fotográfica. Uma das suas fotografias mais famosas é esta, de um beijo apaixonado durante a parada de vitória dos marinheiros em Times Square, no fim da Segunda Guerra Mundial. Eisenstaedt foi um pioneiro da fotografia da luz natural, dispensou o uso do flash para preservar a atmosfera da iluminação natural. A força das suas imagens está na simplicidade das composições.
Foto: © Alfred Eisenstaedt

Micha Bar-Am

Micha Bar-Am trabalhou junto ao mar, sonhando em vir a ser marinheiro. De 1948 a 1949, lutou pelo movimento de resistência como membro da Unidade de Palmach. Durante a guerra do Sinai, 1956, fotografou o deserto e a guerra e conseguiu comprar a sua primeira Leica. Desde 1966 trabalha como fotógrafo independente e é membro da Magnum.
Foto: © Micha Bar-Am

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Gordon Parks

Gordon Parks (1912-2006) retratou artistas, favelas brasileiras e produziu uma reportagem comovente sobre o líder negro Malcolm X. Suas fotografias dos bairros pobres de Harlen, abriu os olhos dos americanos brancos para o país dividido em que viviam. Ao longo de sua carreira exemplar, Parks, por ser negro, não pôde ser contratado pela revista de moda Bazaar. Suas imagens contribuiram para o reconhecimento dos negros na vida americana nas décadas de 40/50.
Foto: © Gordon Parks