quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Juca Martins

Juca Martins começou a fotografar no final dos anos 60. Trabalhou como repórter-fotográfico para diversos jornais e revistas durante o pior cenário político no Brasil, a imprensa era toda censurada. Foi diretor de arte e membro do conselho de redação do jornal "Movimento". Em 1979, com outros profissionais, funda a agência F4 de fotojornalismo. Recebeu duas vezes o Prêmio Internacional Nikon e o Prêmio Wladimir Herzog de Direitos Humanos. Desde 1990 dirige a agência Pulsar. "Operar esse ofício me fez descobrir que a vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, é apenas o que somos."

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Atget e o surrealismo

Imagens de manequins e de outros autômatos podem ser encontradas nas páginas de várias revistas surrealistas. Eugène Atget (1857-1927) fotografou inúmeras vitrines, como esta foto aqui reproduzida, em 1922. A foto não era creditada ao seu autor (a pedido do próprio Atget, que não queria ser associado ao grupo surrealista) e foi colocada na seção de "sonhos" de uma dessas revistas. A fotografia de Atget atua como um fragmento de um sonho em função da repetição dos manequins na vitrine e foi justamente o efeito de estranhamento de tal imagem que interessou os surrealistas, ou seja, a incurável inquietação humana.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fotojornalismo (8)

"Primeiro são as colunas densas, feitas de palavras, só. Depois começaram aparecer timidamente rostos, retratos, até que a fotografia se apossa das páginas de imprensa: foto-chamada, informação sintética, notícia que se abre no visual, quase palpável. E o leitor, de informado - ou pelo menos tem essa impressão - participa."
© Stefania Brill (A fotografia Conquistando os Jornais)

Foto: © Henri Cartier-Bresson

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Equivalências

Em 1922, Alfred Stieglitz (1986-1946) fotografou uma série de nuvens, "Equivalências" (Equivalents). São fotografias de natureza abstrata que giram com autonomia no espaço, onde Stieglitz exclui do campo fotográfico qualquer indicação que vincule a imagem à terra. Podemos colocar as fotos de cabeça para baixo, virá-las em todas as posições. Sempre serão nuvens. O próprio Stieglitz utilizou essa polivalência espacial expondo ou publicando várias vezes as mesmas fotografias em orientações diferentes. Um fotógrafo que desejava transmitir o que via, a sua fotografia idéia.