terça-feira, 11 de novembro de 2008

Carta aos estudantes de fotografia





















Em 1907, Paul Strand (1890-1976), com 17 anos de idade, conheceu dois dos mestres da fotografia americana, Alfred Stieglitz (1864-1946)e Lewis Hine (1874-1940). Oito anos mais tarde, Paul Strand entrou no estúdio de Stieglitz com uma pasta abarrotada de fotografias de pessoas nas ruas de Nova York. No período entre as duas Guerras Mundiais, os fotógrafos americanos realizaram estudos através de formas e elementos arquitetônicos, inspirados nas imagens de Stieglitz, no construtivismo russo e na nova visão gráfica desenvolvida na Alemanha, pelo grupo Bauhaus. Em 1923, Paul Strand escreve a Carta aos estudantes de fotografia: (...). Se o que realmente perseguem é uma pintura ou outra coisa, então não fotografem, exceto como pura diversão. Fotografia não é um atalho para chegar à pintura, para se tornar um artista ou para qualquer outra coisa. Alguns têm dito que Stieglitz tem força porque hipnotiza os seus modelos. Quando vi o que ele fez com suas nuvens, descobri que seus poderes hipnóticos também se estendem a esses elementos.(...) Para conseguir isto, não existem atalhos, nem fórmulas, nem regras; unicamente em todo caso as que regem a vida de cada um. No entanto, é necessário a mais rigorosa autocrítica e um trabalho constante. Mas primeiro aprender a fotografar. Para mim isto já constitui um problema sem fim."
Foto:Paul Strand (carta na íntegra, em espanhol, http://www.luzdia.com/maestros/paul_strand.htm)

6 comentários:

Teleobjetiva disse...

Ler a carta de Strand aqui foi uma aula especial. Sem dúvida, é um dos mais importantes documentos da história da fotografia!Grata!

meg disse...

Oi olhos azuis (posso chamá-la assim?)

É fantástico conhecer a humildade de um fotógrafo diante de sua arte, um eterno estudioso.
É pena que não tenha a fonte bibliográfica.

Obrigada pela visita!
Um grande abraço

Anônimo disse...

Oi Meg,

meg disse...

Oi anônimo.

Clara disse...

Meg,

Adorei! Que mais posso dizer? Gosto da simplicidade do registo, sem grande artifícios, sem drásticas elaborações. Simplesmente, captar o momento.

meg disse...

Oi Clara,

Também gosto muito, e é interessante observar a combinação das linhas verticais e horizontais.

Obrigada pela visita.
Beijos