quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um postal para um amigo


6 comentários:

Giuliano Quase disse...

Foi o que te pungiu na foto, Meg?

beijão!

Meg Rodrigues disse...

Não, claro que não. Apenas um detalhe, não faz senão devolver seu olhar aos rostos.
E por falar em detalhe...
Franz Kafka
O pião
Certo filósofo costumava ficar nos lugares onde as cianças brincavam. E sempre que via um menino com um pião, se punha à espera. Assim que o pião começava a girar, o filósofo o perseguia, tentando apanhá-lo. Não se incomodava com os protestos ruidosos das crianças, que procuravam afastá-lo do brinquedo. Desde que conseguisse apanhar o pião enquanto estava rodando, ficava feliz, mas só por um momento. Depois, jogava-o no chão e se afastava. Pois acreditava que a compreensão de qualquer detalhe, o de um pião girando, por exemplo, era o bastante para entender todas as coisas. Por isso, não se preocupava com os grandes problemas, isso lhe parecia pouco econômico. Uma vez compreendido o menor detalhe, tudo era compreendido, por essa razão se ocupava somente do pião. E sempre que as crianças preparavam o pião para girar, ele esperava ter sucesso dessa vez. Assim que o pião começava a rodopiar, ele corria ofegante em busca do brinquedo, e a esperança tornava-se certeza, mas quando segurava aquele tolo pedacinho de madeira, sentia-se nauseado. A gritaria das crianças, que até então não escutara e que agora subitamente lhe feria os ouvidos, o expulsava dali, e ele caminhava vacilante como um pião sob um barbante desajeitado.

Beijos!

Giuliano Quase disse...

hehehe

tá encarando o kafka?

putz, nalguma pasta do meu pc deve ter um miniconto em que os homens de uma aldeia tinham rodinhas nos pés.

beijão!

Nuno Sousa disse...

espero que tenha tido umas optimas férias. estamos com saudades dos seus artigos.

by land by air by sea disse...

via valery lorenzo, amigo mio.

gracias.

me gusta mucho...

Beth

Carmen Troncoso disse...

Al ver el nombre del blog, hice recuerdos que en mi casa del Cerro Alegre en Valparaiso, mi padre que era marino tenia un baul viejo increible, con una cantidad de postales que eran nuestra delicia, ahi viajabamos imaginariamente por otros mundos, saludos desde Chile,