
Em 1960, quando ingressou na agência Dalmas, em Paris, Raymond Depardon, um rapaz tímido, filho de agricultores, era o oposto do repórter itinerante descobrindo o mundo. Depardon que aprendera a fotografar aos 12 anos, comparava as fotos feitas em sua fazenda com o trabalho em fotojornalismo, coisas bem diferentes, mas ainda um meio de contar histórias. Em 1966, foi co-fundador da agência Gamma, e em 1973 assume a direção da agência em função de uma crise interna. Paralelamente à sua carreira fotográfica, Depardon começou a dirigir filmes documentários: Une Partie de Campagne e San Clemente. Em 1979, produz o seu primeiro longa-metragem como fotógrafo da agência Magnum Photos, registros da guerra civil no Líbano e no Afeganistão, após a intervenção militar soviética. Raymond Depardon declarou que o mais importante no fotojornalismo é a narrativa da imagem. Fotografias são memórias pessoais ou estados de espírito, como o documentário sobre o hospital psiquiátrico San Clemente, em Veneza - uma tentativa de se comunicar com os pacientes, que muitas vezes ilustra a difícil relação entre o fotógrafo e fotografado. Em 2004, Depardon embarcou em uma grande missão, com o apoio do Ministério da Cultura do seu país: fotografar todo o território francês. Fotos: © Raymond Dapardon





























