segunda-feira, 30 de junho de 2008

Alécio de Andrade

Alécio de Andrade (1938-2003), formado em Direito, músico, poeta, se tornou fotógrafo no início dos anos 60. Em 1964 fez sua primeira exposição, Itinerário da Infância, apresentada no Brasil e nas principais capitais européias. Se instalou em Paris em 1965 e foi fotojornalista correspondente para a revista Manchete (1966-1970). Em 1964 ganhou bolsa do governo francês para estudar no Institut des Hautes Études Cinématographiques, e em 1983 bolsa de estudos da Commission Nationale du Founds d´Incitation à la Création do Ministério da Cultura em Paris. De 1970 a 1976 foi membro associado da agência Magnum Photo. Colaborava regularmente com diversas publicações nacionais como Fatos e Fotos, Isto É, Jornal do Brasil, Manchete e as estrangeiras Elle, L’Express, Le Monde, Le Nouvel Observateur, Liberátion, Lui, Marie-Claire, Photo, Réalités, Le Figaro, Stern, American Photographer, Fortune, Newsweek. Seu livro, Paris ou La Vocation de l´Image, ganhou o Photographic Excellence Award por sua edição alemã. Percorreu durante dez anos as galerias do Louvre tirando fotos para seu mais famoso ensaio. (biografia Coleção Pirelli/ Masp). Um pequeno trecho do poema O que Alécio vê, de
© Carlos Drummond de Andrade (Amar se Aprende Amando): A voz lhe disse (uma secreta voz): - Vai, Alécio, ver / Vê e reflete o visto, e todos captem / por seu olhar o sentimento das formas / que é o sentimento primeiro - e último - da vida.
Foto: © Alécio de Andrade

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Fotografia e arquitetura (1)

As imagens fotográficas do século XIX, nas quais a arquitetura comparece como elemento central, complementar ou acessório, foram obtidas a partir de interesses e finalidades diversos. Fotografia e arquitetura iriam interagir e estabelecer relações, a princípio ditadas pela acolhida ao invento, não como forma de expressão artística, mas como recurso inédito que tornava possível a reprodução do edifício sem a intermediação do artista. Para alcançar a reprodução fiel de seu objeto, o fotógrafo trabalhou criteriosamente os efeitos de luz e sombras. A representação das fachadas é exibida com extremo rigor, em que qualquer distorção é evitada, induzindo ao caráter fidedigno e até científico da reprodução. A fotografia de arquitetura no século XIX não se limitou ao registro de monumentos já construídos, referiam-se também as fases de execução e de restauração. As fotografias revelam ainda um outro uso muito difundido - o promocional, utilizado pelos arquitetos e administrações públicas. Uma nova geração de fotógrafos entrou em cena nos anos 1850-1890, Delamotte, Marville, Baldus, Collard, The Bisson brothers, Delmaet and Durandelle (foto aqui reproduzida, Ópera de Paris). A imaginação artística ganhou o acesso a novos horizontes.
Fontes: © Maria Cristina Wolff de Carvalho, © Silvia Ferreira Santos Wolff e © Michel Frizot.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Bill Brandt

Bill Brandt (1904-1983) começou a fotografar na década de 1920, quando se mudou para Paris, onde trabalhou como assistente no estúdio de Man Ray. Em 1931, regressou a Londres, como fotógrafo independente, e é então reconhecido quando publicou o livro A Night in London, um retrato da vida social dos ingleses. Durante a guerra, documentou o cenário fantasmagórico de ruas desertas e as estações subterrâneas usadas como abrigos antiaéreos. Nos anos seguintes, estimulado pelas experiências com uma lente grande angular, Brandt passou a fotografar o nu em perspectiva distorcida, normalmente um detalhe do corpo feminino. Até 1960, quase todo o seu trabalho havia sido em preto-e-branco. Brandt admitiu o uso da cor quando passou a fotografar paisagens, sobretudo - “quando as cores são "ímpares" e "incorretas", quando não são realistas”.
Foto: © Bill Brandt

sábado, 21 de junho de 2008

Fotojornalismo (19)

"A grande imprensa nacional estava, desde 1931, sob controle dos orgãos censores do governo Vargas; e, após 1938, o governo chegou a mandar censores nas redações dos principais periódicos. A manipulação das notícias sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) se fazia duplamente: por meio do material fornecido pelas agências internacionais e pelas subseqüentes distorções promovidas pelos mecanismos da censura local. A manipulação das notícias encobria a realidade das ações bélicas dos exércitos de Franco, favorecendo um perfil positivo para as investidas fascistas. Uma série de fatos significativos para a compreensão da Guerra Civil Espanhola foi sistematicamente omitida, comprometendo a visão que o leitor poderia ter do conflito. (...) Nos bastidores do front, os nazifascistas interferiram diretamente na guerra, suprindo os nacionalistas com material bélico, tropas e alimentos. Interessava a Hitler ampliar sua área de influência na Espanha (...)." © Boris Kossoy
A foto aqui reproduzida foi liberada ao público, esta semana, pelo governo da Espanha, o chamado Arquivo Vermelho. São mais de três mil fotos e documentos que ficaram censurados até 1975, ano da morte do ditador.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Um outro retrato

"Em 1977, o Museum of Mankind em Londres apresentou uma exposição sobre o povo da Patagônia. A última imagem na exposição era uma fotografia tirada em 1939 por uma expedição etnográfica alemã, mostrando um nativo da Terra do Fogo cuja cabeça é erguida à força para a câmera. A face do homem fita a lente (e agora nós, os novos intrusos) com os olhos marejados e uma mistura de emoções que seria impertinente interpretar. A imagem tem um traço brutal e horroroso de uma violência sendo praticada contra alguém, num lugar destinado a permanecer totalmente privado. Por meio da câmera, a face do homem lhe é roubada e oferecida a olhos alheios, não como um espelho ou um retrato, mas como algo semelhante aos despojos de um estupro. Essa imagem efetivamente destrói o que pretende retratar. (...) Se todo retrato é um espelho, um espelho aberto, então nós, os espectadores, somos por nossa vez um espelho para o retrato, (...) parecemos estar nos dois lados da tela ao mesmo tempo, observando-nos ser observados." © Alberto Manguel

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A memória sintética


"(...) Uma história construída a partir do documento fotográfico ficcional, porém na escala real; representações de representações. É a vingança da representação contra o referente que a originou: é a realidade gerada em laboratórios de computação gráfica. Uma realidade sintética, sem substância, porém tornada verdadeira, posto que visível fotograficamente. (...) Refiro-me à multifragmentação dos documentos fotográficos dos séculos XIX e XX que poderão originar infinitas possibilidades de montagens de cenários, personagens e situações ambientadas que jamais existiram, em função das ilimitadas condições de manipulação de imagens oferecidas pela tecnologia digital. (...) Falamos de um futuro sem passado histórico, ou melhor, com um passado de informações artificiais, sintéticas, construídas. (...) De realidades virtuais e memórias implantadas. Mundos de múltiplas facetas e infinitas imagens; mundos paralelos que se confundem em realidades e ficções." © Boris Kossoy
Foto: © Bob Jackson

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Walter Benjamin

Inspirado no marxismo, Walter Benjamin (1892-1940) analisou as transformações que o modo capitalista trouxe à esfera artística, procurando entender o significado da obra de arte a partir do modo como ela foi produzida. No ensaio A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução, escrito em 1936, Benjamin analisa a consequência mais importante dessa mudança, a expansão das técnicas de reprodução dos objetos, o que motivou o surgimento de artes, como a fotografia e o cinema. A partir do século XIX, quando as pinturas foram reproduzidas e mostradas ao público, surge um primeiro sintoma dessa transformação: a dissolução da aura que envolvia as obras únicas, que eram objeto de uma contemplação individual. A fotografia: "Ela não foi percebida, durante muito tempo, nem sequer no século XX, quando o cinema se desenvolveu. Muito se escreveu, no passado, de modo tão sutil como estéril, sobre a questão de saber se a fotografia era ou não uma arte, sem que se colocasse sequer a questão prévia de saber se a invenção da fotografia não havia alterado a própria natureza da arte."
Foto: © Robert Doisneau

terça-feira, 17 de junho de 2008

Roman Vishniac

Roman Vishniac (1897-1990) nasceu na Rússia, formado em biologia, começou fotografando insetos e outros microorganismos. De 1934 a 1939, percorreu o Leste Europeu fotografando os guetos judeus. Usando uma câmera escondida, e em circunstâncias difíceis, que incluía fugir da polícia nazista. As imagens captadas mostram a qualidade de vida dos que lá moravam, seus costumes e a reverência pelo ensino religioso. São imagens irresistivelmente afetadas pela consciência de que, pouco depois, todas aquelas pessoas seriam mortas. Vishniac escondeu os negativos sob as suas roupas quando foi para os Estados Unidos. Em 1983, as fotografias foram publicadas no livro A Vanished World (Um Mundo Desaparecido).
Foto: © Roman Vishniac

domingo, 15 de junho de 2008

Fotojornalismo (18)

Martin Luther King Jr. era Ph.D. em filosofia e estava prestes a publicar o primeiro livro. Mas era negro. Por isso, em 3 de setembro de 1958, foi preso, acusado de vadiagem, depois de discutir com dois policiais no Alabama. A cena foi flagrada por Charles Moore, fotógrafo iniciante, na data, com 27 anos de idade. A foto da detenção foi distribuída pela imprensa e publicada na revista Life. Na cadeia, em companhia da mulher, Coretta, King exigiu cumprir a setença de 14 dias. Temeroso da publicidade negativa, o chefe de polícia de Montgomery pagou a fiança de US$ 10. Cinco anos depois, Martin Luther King pronunciaria, em Washington, o discurso "I have a dream" diante de 200 mil pessoas. Charles Moore participou e fotografou o movimento pelos direitos civis. King foi assassinado em 4 de abril de 1968. Charles Moore iniciava a carreira como um renomado fotojornalista da luta anti-racial.
Foto: © Charles Moore

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Tina Modotti (2)

Em 1920, na Califórnia, a atriz italiana Tina Modotti (1896-1942) posou para Edward Weston, mas logo ela lhe pediu que lhe ensinasse como ser fotógrafa. Alguns anos depois eles se mudaram para o México. Muitos dos amigos de Modotti eram membros do Partido Comunista; pouco depois ela se uniria à recém-formada filial mexicana da Ajuda Vermelha Internacional. Em 1929, após meses tentando interromper suas atividades políticas, Modotti foi expulsa do México, acusada de assassinato de um revolucionário cubano que se tornara também seu amante. A imprensa publicou fotos de Moddotti nua (tiradas por Weston) com o intuito de provar, por meio do mesmo instrumento que ela usara para denunciar a injustiça social, que a artista era "uma mulher de moral dissoluta". Como os Estados Unidos negaram autorização para a sua entrada no país, Modotti segue para Berlim. De Berlim para Moscou e depois para a Espanha. Em 1939, regressou para o México. Três anos depois morre em um taxi, em circunstâncias obscuras. O seu ataúde foi coberto por um pano pintado com a foice e o martelo, e ao pano foi preso um retrato que Weston havia tirado. "A artista que fora dona da própria vida e da própria arte teria, sem dúvida, apreciado a ironia de ter um simbolo político que já não era mais o seu e uma fotografia tirada por outra pessoa coroando a sua partida." Fonte © Alberto Manguel
Foto: © Tina Modotti

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O lambe-lambe

"O fotógrafo ambulante - vulgarmente conhecido como "lambe-lambe" - teve importância significativa na fotografia brasileira. Instalados em locais determinados nas praças e jardins da cidade, esses ambulantes desenvolviam seu ofício junto ao público a preços módicos, sem a sofisticação dos estúdios e dos equipamentos complicados. Na realidade, a câmara dos lambe-lambes já era também o próprio laboratório, pois na mesma caixa encontravam-se os recipientes contendo o revelador e o fixador. O modelo Bernardi de câmaras parece que prevaleceu entre esses fotógrafos. Foi introduzido pelo italiano Francisco Bernardi por volta de 1915. (...) A partir dos anos de 1950 o ambulante diminuiria gradativamente o formato de seus retratos em função da demanda da fotografia para documento 3 X 4. Nesta época começaria a sofrer também a contínua concorrência dos minúsculos estúdios dos "plaqueiros" instalados junto às repartições públicas. Hoje alguns raros ambulantes ainda exercem o seu ofício." © Boris Kossoy
Foto: © Genevieve Naylor (Rio de Janeiro,1940)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Berenice Abbott

Berenice Abbott (1898-1991), norte-americana, escultora, viaja para Paris e em 1923, inicia-se na fotografia trabalhando como assistente para o fotógrafo Man Ray. Em 1926, Abbott abre o seu próprio estúdio e passa a fotografar artistas e escritores. Nessa época, conhece o fotógrafo Eugène Atget, cuja obra lhe impressionou profundamente. Quando Atget morre, em 1927, Abbott compra todos os seus negativos e cópias. Em 1929, retorna aos Estados Unidos para a publicação de um livro com fotos de Atget. Inspirada por seu trabalho, realiza ensaios sobre as mudanças na arquitetura da cidade de Nova Iorque. A obra de Berenice Abbott se destaca através de seu realismo, além de uma vasta documentação urbanística, inclui também, fotografias científicas.
Foto: © Berenice Abbott

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Um mundo artificial

"Sou um olho. Um olho mecânico. Eu, a máquina, mostro-vos o mundo de um modo como só eu posso vê-lo. Liberto-me hoje e para sempre da imobilidade humana. Estou em constante movimento. Aproximo-me e afasto-me dos objetos. Rastejo debaixo deles. Movo-me colada à boca de um cavalo a correr. Caio e levanto-me juntamente com os corpos que caem e se levantam. Isto sou eu, a máquina, manobrando entre movimentos caóticos, registrando um movimento após o outro, nas combinações mais complexas. Liberto dos limites de tempo e de espaço, coordeno cada um e todos os pontos do universo, onde quer que eu queira que eles se encontrem. O meu caminho conduz à criação de uma nova percepção do mundo. Assim explico, de uma nova forma, o mundo por vós ignorado." Este texto foi escrito em 1923 por © Dziga Vertog (Manifesto - Poesia das Máquinas)
Foto: © Victoria Parnall

sábado, 7 de junho de 2008

O retrato

O retrato ainda mantém intacto seu caráter mágico. Os primeiros retratos produzidos num daguerreótipo, em 1840, causaram espanto pela nitidez das imagens. Dauthendey, citado por Walter Benjamin, relata:"não se ousava no início olhar por muito tempo as fotografias, acreditávamos que esses pequenos rostos fixados sobre a placa eram eles também capazes de nos ver". Hoje, apesar de todas as inovações técnicas e estéticas, muitos ainda se sentem nervosos quando vão ser fotografados. Susan Sontag explica que as pessoas temem a desaprovação da câmera: " as pessoas querem a imagem idealizada. Uma foto que as mostre com a melhor aparência possível. Sentem-se repreendidas quando a câmera não devolve uma imagem mais atraente do que elas são na realidade."
Foto: © Charlotte Oestervang

sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Isso daria uma boa foto"

"A fotografia não apenas reproduz o real, recicla-o - um procedimento fundamental numa sociedade moderna. Na forma de imagens fotográficas, coisas e fatos recebem novos usos, destinados a novos significados, que ultrapassam as distinções entre o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, o útil e o inútil, bom gosto e mau gosto. A fotografia é um dos principais meios de produzir esse atributo, conferindo às coisas e às situações, que apaga aquelas distinções: "o interessante". A reciclagem fotográfica cria clichês a partir de objetos únicos, distintivos; e cria artefatos vívidos a partir de clichês. Imagens de coisas reais são entremeadas com imagens de imagens. (...) Fazemos da fotografia um meio de, precisamente, dizer qualquer coisa, servir a qualquer propósito. O que na realidade está separado, as imagens unem. Na forma de uma foto, a explosão de uma bomba atômica pode ser usada na publicidade de um cofre."
© Susan Sontag

Foto: © Charles Schreiner

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Os movimentos oculares


Alfred L.Yarbus, do instituto de Biofísica da Academia de Ciências da URSS, da década de 1950, desenvolveu um sistema óptico que permite registrar a dinâmica da percepção de imagens que são estritamente estacionárias em relação à retina. O registro dos micromovimentos comprova a incapacidade do olho de manter-se fixo e define os pontos de fixação de uma imagem. Yarbus analisou esses pontos de fixação para traçar a hierarquização do olhar sobre os elementos constitutivos do ícone. As fotos aqui reproduzidas mostram o registro dos movimentos oculares durante o exame da primeira imagem (tempo: um minuto).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A fotografia moderna brasileira

"O surgimento da fotografia moderna brasileira, especificamente em São Paulo, deve ser entendido também em relação ao período de expansão econômica que o país atravessava e que possibilitou avanços significativos no nosso universo cultural, especialmente neste estado. O pós-guerra foi palco da criação do Museu de Arte de São Paulo (Masp - 1947) e dos museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1948) e de São Paulo (1949). (...) É significativo assinalar como o impacto da expansão de São Paulo marcou profundamente a fotografia moderna brasileira. A sua temática foi predominantemente urbana. Estações de trem, placas de trânsito, bueiros calçadas, muros descascados e trausentes apressados, além de uma enorme quantidade de especulações feitas a partir da arquitetura e de elementos isolados como varandas, janelas, escadas e pilastras."
© Helouise Costa e Renato Rodrigues da Silva

Foto: © Gaspar Gaspariam

E. J. Bellocq

E.J. Bellocq (1873-1949), fotógrafo comercial que nasceu na França e teve um estúdio em Nova Orleans a partir de 1895. Após sua morte, descobriu-se uma coleção de cerca de 100 chapas numa gaveta de sua escrivaninha. As chapas eram retratos de prostitutas de Nova Orleans, a partir de 1912 aproximadamente, e nada se sabe sobre as circunstâncias em que as fotos foram tiradas. O fotógrafo Lee Friedlander comprou as chapas e fez inúmeros testes para reproduzi-las. Sem nenhuma das cópias de Bellocq para servir de exemplo, Friedlander utilizou um processo comum há sessenta anos. Em 1965, as cópias foram impressas em papel heliográfico. Os retratos de prostitutas são o único registro da obra de Bellocq.
Foto: © E.J. Bellocq