Harry Callahan (1912-1999) começou a interessar-se por fotografia depois de freqüentar uma palestra e de ver uma das exposições de Ansel Adams, em 1941. Desenvolveu um estilo inteiramente próprio, caracterizado pelo uso de intenso contraste. A precisão ao utilizar os extremos da escala tonal cria um efeito gráfico em suas imagens. Gostava de fazer experiências produzindo duplas exposições fotográficas, e a figura humana aparece com efeitos de sombras escuras em suas fotos urbanas. Por trinta anos Callahan fotografou sua mulher e filho, sua cidade e muitas paisagens, feitas de detalhes através da precisão de cortes.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Harry Callahan
Harry Callahan (1912-1999) começou a interessar-se por fotografia depois de freqüentar uma palestra e de ver uma das exposições de Ansel Adams, em 1941. Desenvolveu um estilo inteiramente próprio, caracterizado pelo uso de intenso contraste. A precisão ao utilizar os extremos da escala tonal cria um efeito gráfico em suas imagens. Gostava de fazer experiências produzindo duplas exposições fotográficas, e a figura humana aparece com efeitos de sombras escuras em suas fotos urbanas. Por trinta anos Callahan fotografou sua mulher e filho, sua cidade e muitas paisagens, feitas de detalhes através da precisão de cortes.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Fotojornalismo (7)
"A realidade da guerra no Líbano, a realidade ela mesma está na fotografia. Não pode estar alhures. Se o receptor da fotografia for para o Líbano ver a guerra com seus próprios olhos, estará vendo a mesma cena, já que olha tudo pelas categorias da fotografia. E para que fazer tal viagem, se a fotografia lhe traz a guerra para sua casa? O vetor de significado se inverteu: o símbolo é o real e o significado é o pretexto. O universo dos símbolos (entre os quais, o universo fotográfico é dos mais importantes) é o universo mágico da realidade. Não adianta perguntar o que a fotografia da cena libanesa significa na realidade. Os olhos vêem o que ela significa, o resto é metafísica de má qualidade." © Vilém FlusserFoto: © Stephen Bulger
Gueorgui Pinkhassov
Gueorgui Pinkhassov estudou no VGIK (Instituto de Cinematografia de Moscou), começou sua carreira como assistente de câmera. Em 1978 foi premiado como artista independente e a partir daí recebeu o convite para trabalhar com o diretor Andrei Tarkovsky. Em 1979 algumas de suas imagens foram selecionadas para uma exposição coletiva de fotógrafos Soviéticos, realizada em Paris, onde atraiu atenção. Pinkhassov passa a trabalhar para a imprensa internacional, em particular para Geo e o New York Times, mas cobrir eventos, não lhe interessava. Seu primeiro livro, Sightwalk, comprova que Gueorgui Pinkhassov prefere explorar individualmente seus temas, em particular o estudo da luz, são fotografias muitas vezes próximas da abstração.Juan Esteves
Juan Esteves trabalhou como editor de fotografia para o jornal Folha de São Paulo entre 1986 e 1994. Participou de várias exposições no Brasil e no exterior. A foto aqui reproduzida é feita a partir de colagens, como as fotomontagens feitas pelo Warhol e Rauschemberg nos anos 60. Esteves multiplica as imagens preenchendo os vazios com recortes como se estivesse usando uma tesoura, de forma grosseira, bem longe de ser uma manipulação digital. O resultado desse trabalho apresenta um oposto às fotografias realistas desse fotojornalista.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Art Kane
Art Kane (1925-1995) influenciou muitos fotógrafos de várias gerações por seu trabalho inovador. As revistas Vogue e Bazaar publicaram seus primeiros ensaios feitos com uma lente grande angular e efeitos produzidos com imagens prismáticas. A foto aqui reproduzida foi publicada na revista Esquire, e representa um marco na história da fotografia. Em 1958, no Harlem, Kane conseguiu reunir 57 dos maiores músicos de jazz. Essa fotografia foi a base para o documentário A Great Day in Harlem, de Jean Bach. E também aparece no filme The Terminal (2004), do diretor Steven Spielberg, com o ator Tom Hanks.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Fotojornalismo (5)
Documentos divulgados na internet (http://www.child-soldiers.org/), apontam um crescimento do recrutamento de crianças como soldados. Os piores casos foram os da Costa do Marfim, Libéria e República Democrática do Congo. Na Colômbia, Mianmar, Sri Lanka, Afeganistão e Uganda a situação também é grave. "Esta foto, como qualquer foto é fisicamente muda. Fala pela boca do texto que vem escrito abaixo. As legendas tendem a exagerar os dados da visão; mas nenhuma legenda consegue restringir, ou fixar de forma permanente, o significado de uma imagem. Mesmo uma legenda inteiramente acurada não passa de uma interpretação, necessáriamente limitadora, da foto à qual está ligada."© Susan Sontag
Foto: © Peter Marlow (Zâmbia - 1978)
O valor de eternidade
A melhor obra de um fotógrafo, é geralmente aquela que faz para si mesmo. Simplesmente como observador, no limite do que a mente e os olhos podem captar. A diferença entre a arte fotográfica e vida diz respeito a essas imagens que são eternizadas e não quer dizer que as explique. Cartier-Bresson disse que os fotógrafos lidam com coisas que estão desaparecendo, e que nenhum artifício na face da terra pode reconstituir. Nem sequer a fotografia, exceto na memória de quem as conhecia, ou na imaginação de quem não as conhecia.Foto: © Alex Majoli
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Paisagem
Em 1826, Nièpce fez a primeira fotografia, uma paisagem rural. Muito tempo depois, fotografar uma paisagem não era nada fácil. As fotos quase sempre pareciam falhas: o céu era claro demais ou as sombras escuras demais ou as árvores pareciam borradas pela ação do vento. No final do século XIX, com o surgimento do fotógrafo de instantâneos, as imagens que antes eram simples verdades visuais ou documentais, passaram a significar um meio de expressão artística. E o mais curioso, os fotógrafos experientes e com o controle das técnicas fotográficas, começaram a seguir os passos propositadamente que os amadores forneciam por acaso.Foto: © Michael Kenna
sábado, 12 de janeiro de 2008
Equilíbrio
Na fotografia as representações não possuem o mesmo peso visual, o equilíbrio dos elementos de uma imagem se estabelece através do conjunto. A figura humana, por menor que apareça na foto, tem um peso maior que os outros objetos. Os elementos determinam o equilíbrio e agregam uma estrutura oculta. Na fotografia anexada, o círculo é o ponto principal e a figura humana o ponto de equilíbrio, a direção do nosso olhar segue traçando uma linha vertical, de cima para baixo e uma linha horizontal, da direita para a esquerda.Foto: © Abbas
Fotojornalismo (4)
A onda de violência em Ruanda começou no dia 6 de abril de 1994, logo após a morte do presidente Hutu do país, aparentemente causada por um míssil disparado contra seu avião. Os refugiados ruandeses foram para a região de Goma, no Zaire (atual república Democrática do Congo). A imagem anexada mostra três crianças do orfanato sos, onde abrigava 4 mil órfãos e seu número crescia diariamente. No campo de Kibumba, milhares de ruandeses morriam todos os dias, vítimas de uma das mais horríveis tragédias da história recente. A maioria deles tinha a esperança de que a fronteira fosse reaberta logo.Foto: © Sebastião Salgado (Êxodos)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A bagagem fotográfica
Lázsló Moholy-Nagy disse que: "Os analfabetos do futuro serão os que não sabem fotografar." Tudo bem, os japoneses já pensam assim, mas antes de sairmos por aí com uma câmera na mão, precisamos participar como espectadores e leitores atentos de uma parte fundamental da fotografia, ou seja, o ato de organização e expressão de significados. As fotografias trazem essa bagagem e tornam-se memoráveis por várias razões. Algumas porque nos mostram aquilo que não sabíamos, outras porque nos apresentam de maneira diferente aquilo que pensávamos já saber. Foto: © Raymond Depardon
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
A temática
O significado das fotografias muda. E é certo que, as melhores fotos têm a capacidade de adaptar-se a essas múltiplas mudanças de conscientização. Parece provável que a mudança ocorrida na fotografia tenha sido uma evolução do formal para um resultado mais realista. Os fotógrafos descobriram outros temas, outros fatos mais explícitos. A fotografia aqui reproduzida é apenas um exemplo bem humorado sobre a temática do fotógrafo documentarista, sua visão despretensiosa e original, um registro não só do que está presente, mas do que podemos interpretar que aparenta estar presente.Foto: © Dennis Stock
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Evgen Bavcar
Todos os fotógrafos buscam aquele um décimo de segundo de escuridão quando o obturador da câmera dispara. Evgen Bavcar, filósofo, fotógrafo, cego desde os 12 anos de idade, faz o caminho inverso. Bavcar constrói imagens através de uma relação verbal com quem enxerga. Através das palavras ele vai vai tateando tudo o que será fotografado, assim, ao tocar o objeto, o universo ao seu redor torna-se parte integrante do seu próprio mundo. Depois insere figuras, numa aproximação entre as linguagens artísticas. É possível ver um pouco de sua escuridão, não existe o meio tom, só o preto e o branco.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Fotojornalismo (3)
"Para atender às necessidades do fotojornalismo (que queria captar o mais real possível), uma série de recursos técnicos foram desenvolvidos: câmeras de pequeno formato, aumento da velocidade do obturador, lentes, etc., o que acabou gerando uma nova forma fotográfica. Essa nova forma libertou a fotografia das matrizes da pintura, que seria um direcionamento para a realidade. No entanto, as possibilidades técnicas acrescentaram ainda mais distanciamento do real. A técnica evoluiu tanto que ultrapassou as capacidades do homem. A tecnologia se sobrepôs à verdade da vida humana. Em vez de buscar o real, ela buscou mais que o real. De tão real, ficou mais irreal."© Cristine de Bem Canto (fotógrafa e Mestre em Ciências da Comunicação, ECA/USP)
Foto: © John Vink (Bangladesh, campo de refugiados, 2002)
Fotojornalismo (2)
"Incialmente poderíamos dizer que o jornal é uma empresa prestadora de serviços ou, mais especificamente, uma indústria produtora de informação. Mas é prioritário compreender que o jornalismo tem o poder de construir opiniões a respeito dos fatos. Dirige a atenção do leitor/espectador, envolvendo-o em uma narrativa alimentada por escolhas administrativas dentro da própria instituição. A fotografia de imprensa, através de sua suposta objetividade, desempenha um papel fundamental na construção e difusão desse espaço institucionalizado." © Cristine de Bem e Canto (fotógrafa e mestre em Ciências da Comunicação, ECA/USP)
Foto: © Alex Majoli (Cabul, Afeganistão, refugiados na antiga embaixada da Rússia, 2001)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
O instantâneo
"Tão popular que se tornou sinônimo de fotografia, o "instantâneo" é parte fundamental da nossa memória pessoal e coletiva, do álbum de família às páginas dos jornais. Como registro de uma parcela de tempo que normalmente escapa à percepção do ser humano, o instantâneo instiga a curiosidade e vem envolto em uma aura de verdade e de descoberta de uma dimensão mágica da vida que faz dele um bem único. Tal como é para nós a idéia de felicidade, um instante que se torna eterno na nossa lembrança." © Jean-Luc Monterosso e Milton Guran (Curadores da exposição Instantâneos da Felicidade)
Foto: © Martine Franck
Documento e representação
A imagem fotográfica tem um sistema de signos, uma linguagem com a qual os fotógrafos reinterpretam o mundo através da câmera. Documentam a realidade, mas nem sempre é possível captar a verdade. Real ou realidade é aquilo que existe de fato, estava diante da câmera. Já a verdade aparece como uma representação do que ocorreu . A fotografia que utilizei como documento é uma imagem de um campo de concentração. A realidade da imagem é justamente a nossa leitura desse documento e a verdade é a nossa reinterpretação, é compreender essa impossibilidade.Foto: © Raymond Depard
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Inge Morath
Inge Morath, fotógrafa austríaca, tornou-se membro do grupo Magnum em 1953. Trabalhou com Ernest Haas e Cartier-Bresson. Em 1956 publicou o livro War on Sadness, ensaios fotográficos de suas viagens e em especial, seu interesse pelas artes. Morath caracterizou o seu trabalho: " Antes de iniciar um projeto, quero conhecer o seu contexto, mergulhar na sua civilização e aprender pelo menos os princípios fundamentais da sua linguagem. Tenho depois mais liberdade para chegar ao que Cartier-Bresson chama de momento decisivo do fotógrafo. Ele tirava as fotografias com um olho aberto, observando o mundo através de um visor, e outro fechado, olhando para a sua própria alma."
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
2008!
Acabou o Natal! Um novo ano para o blog. Espero aprender um pouco mais a cada dia sobre essa invenção que já era conhecida por Aristóteles, muito tempo antes de se obter a primeira imagem fotográfica. Um fenômeno da óptica e a da química, o resultado de inúmeras vidas, revelando e preservando um momento da história. Alhazen, Angelo, Schulze, Wedgwood, Nièpce, Daguerre, Florence, Talbot, Herschel, Menard, Bingham e Eastman, obrigada. Foto: © Dennis Stock
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