quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Alexander Gardner





















Alexander Gardner (1821-1882) abriu seu primeiro estúdio, em Washington, por volta de 1862, antes havia trabalhado para Mathew Brady, durante a Guerra Civil norte-americana ou Guerra de Secessão (1861-1865), a primeira a ser amplamente fotografada, no total foram produzidos 7000 negativos. Para documentar a guerra, Brady contratou vários fotógrafos e construiu aparatos móveis para revelação, instalados em cima de vagões de trem. As fotografias foram publicadas e Gardner se afastou de Brady em protesto contra o fato de os fotógrafos não receberem o crédito das imagens nem participarem dos lucros de suas próprias fotos. Depois da guerra, Gardner selecionou as melhores fotografias feitas pelo grupo no livro Gardner's Photographic Sketchbook of the War. A foto reproduzida, foi feita em 1865, é o retrato de Lewis Payne em sua cela; ele foi ,julgado e condenado por tentar assassinar o secretário de Estado americano, W. H. Seward. As fotografias desse período marcam a passagem da escrita para o suporte visual na imprensa. Em 1862, é publicado o primeiro texto teórico sobre a fotografia, Esthétique de la Photographie, de Disderi.
Foto: © Alexander Gardner

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mimi Mollica


Mimi Mollica nasceu em Palermo, Sicília, em 1975. Esteve no Brasil duas vezes. Suas fotos da floresta amazônica foram incluídas no Calendário 2008 das Nações Unidas, no tema biodiversidade. O foco de suas fotografias são as questões sociais. No Rio de Janeiro, visitou as favelas que já tinha visto no filme "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles. Na apresentação das imagens "Brasil Marginal", Mollica descreve assim o cotidiano da cidade: "O caráter conflitante dos brasileiros que abraçam a vida através da música, espremidos entre a esperança e a realidade". Para entender a condição de vida do morador de rua, Olavo Torquato (primeira foto), que produz suas indumentárias recortando latas de refrigerantes, é interessante assistir ao documentário "Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá", de Silvio Tendler. "Não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e o poder distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos cidadãos."
Milton Santos
Fotos: © Mimi Mollica (http://www.mimimollica.com/)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Modos de fazer mundos

"Uma senhora esquimó, que não falava nem compreendia uma palavra de inglês, ganhou uma vez uma viagem de graça para os Estados Unidos e mais US$ 500, desde que acompanhasse um defunto que estava sendo remetido para a América para ser sepultado. Ela aceitou. Depois de chegar, ela observou e percebeu que as pessoas que entravam na estação da estrada de ferro deixavam a cidade e ela nunca mais as via. Obviamente, elas viajavam para outro lugar. Ela observou também que, antes de partir, elas se dirigiam ao guichê de bilhetes. Ela ficou na fila, ouviu cuidadosamente o que dizia a pessoa em frente dela ao vendedor, repetiu a mesma coisa, e viajou para onde essa pessoa ia. Dessa forma ela andou pelo país, de uma cidade para outra. Depois de algum tempo, seu dinheiro estava acabando, e ela decidiu fixar-se na cidade seguinte. Mas quando ela chegou a essa decisão, estava numa pequena cidade, de onde ninguém estava partindo naquele dia. Ela aprendera um pouquinho de inglês, assim, finalmente, ela foi ao guichê de bilhetes e disse ao homem: "Para onde o senhor iria se fosse para algum lugar?" Ele nomeou uma pequena cidade de Ohio, onde ela vive até hoje."
John Cage (De segunda a um ano, 1985).
O fotógrafo produz suas imagens - sempre prevendo a visão do espectador, ele constrói a pluralidade de mundos. Através da fotografia de Robert Frank, viajamos até Nova Orleans, em 1955.
Foto: © Robert Frank (The Americans)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Formas do tempo

Qualquer representação, mesmo imóvel, lida com o tempo e de diversas maneiras. O cinema, diz Jacques Aumont, "por construção, é tudo exceto uma arte do instantâneo: por mais breve e imóvel que seja um plano, ele jamais será a condensação de um momento único. "A revolução fotográfica não é, certamente, a de produzir uma analogia mais perfeita do que o desenho ou a gravura, mas a de ser uma impressão do lugar e do momento, de fixar o tempo com o espaço". E é essa dimensão do tempo que assimilamos com a fotografia, como Susan Sontag: "Fotos podem ser mais memoráveis do que imagens em movimento porque são uma nítida fatia do tempo, e não um fluxo. A televisão é um fluxo de imagens pouco selecionadas, em que cada imagem cancela a precedente. Cada foto é um momento privilegiado, convertido em um objeto diminuto que as pessoas podem guardar e olhar outras vezes."
Foto: © Lee Friedlander

Fotojornalismo (28)

Em 1992, o fotógrafo sírio Issa Touma inaugurou a primeira galeria de fotografia no Oriente Médio, a Black and White Gallery e após seu encerramento, em 1995, ele inaugurou a Le Pont Gallery, o único espaço dedicado à arte fotográfica. Touma não está nem um pouco interessado em lidar com política, ele quer apenas liberdade para fotografar e o direito de expor o seu trabalho e o dos outros fotógrafos da região, no Aleppo. Na Síria, a criação de arte é considerada parte do programa governamental e o projeto independente de Issa Touma desafiava as autoridades locais. Em 2005, sua galeria foi fechada três vezes pelo serviço de inteligência do governo e pelo principal partido, o Baath. Na Síria, há uma grande pressão sobre os intelectuais e artistas, mas Issa Touma nunca desistiu. Através de apoio e intercâmbio internacional, Touma pretende minimizar os preconceitos sobre o Oriente médio e mostrar ao mundo imagens positivas de seu país. Encontrei Issa Touma no site do Festival Internacional de Portugal, no Alentejo.
Foto: © Issa Touma (
http://www.appaf.eu/)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Barry Feinstein

Barry Feinstein, fotógrafo, cineasta e diretor de arte, tem imagens publicadas nas revistas Life, Look,Time, Esquire e muitas outras. No final dos anos de 1950, fotografou artistas de Hollywood e os Presidentes Kennedy e Nixon. Mas Feinstein ficou conhecido por suas fotografias de músicos famosos. Ele assina mais de 500 álbuns, incluindo capas de discos para Janis Joplin, Miles Davis, George Harrison e Bob Dylan. Feinstein e Dylan já eram amigos desde 1963 quando o fotógrafo recebeu o convite para acompanhar o músico e The Band em duas turnês pela Europa. Feinstein registrou com exclusividade a emblemática turnê de 1966 em que Dylan se apresentou pela primeira vez tocando uma guitarra elétrica e a turnê de 1974, após o período de reclusão do músico em razão do seu acidente de moto. Foi o último documentário de Barry Feinstein e segundo suas palavras, "não seria possível repetir algo tão extraordinário assim." The answer, my friend, is blowin' in the wind...
Foto: © Barry Feinstein (Bob Dylan, 1966)

O sujeito da foto

Por volta de 1860, o retrato tornou-se uma das formas mais populares. Posar para a fotografia ficou muito mais simples do que fora alguns anos antes, quando o fotógrafo tinha que prender a cabeça do indivíduo num suporte. No século XIX as pessoas ficavam paradas, em poses estáticas, esperando a foto. Do daguerreótipo ao digital, Milton Guran, por exemplo, nos dá uma idéia do processo atual: "E diante dos telefones celulares que fazem foto as pessoas param para a pose, porque para elas a pose é a foto mesmo. O que produz sentido não é o ato fotográfico. O que produz sentido é o tema que eles estão propondo. então, ao fazer pose para os celulares e tudo o mais, quer dizer, o objeto da foto, ele se arvora, ele se pretende ser também o sujeito da foto, agente da foto, ele quer influir no conteúdo da foto. Ele diz: "Faz a minha foto, mas faz assim". A gente volta à pose negociada dos primórdios da fotografia por causa disso."
Fotos: © Brady-Handy Collection, 1865 e © Tom Baker

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Fotojornalismo (27)


A guerra civil no Sudão, que terminou em janeiro de 2005, depois de 21 anos de conflito e após a assinatura de um acordo de paz entre o Sul e Cartum, provocou o deslocamento de quatro milhões de pessoas para o Egito, a maioria deles originários de Darfur. Os refugiados sudaneses são alvos de discriminação racial por parte dos egípcios civis e policiais que recorrem frequentemente à violência. Os sudaneses esperam que o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) no Cairo reconsidere as demandas de asilo rejeitadas pelo organismo e desejam ser instalados em países como Canadá, Estados Unidos ou Austrália. As crianças sudaneses não têm acesso às escolas, são salas de aula improvisadas e apesar de seguirem o currículo oficial, o governo egípcio não reconhece o ensino. Em 2007, as estimativas das ONGs haviam registrado um número de não-inscritos, possivelmente dois milhões de refugiados. Os sudaneses tentam uma possível fuga para Israel, uma viagem perigosa, uma vez que o Sudão e Israel são oficialmente países inimigos, a fronteira está fechada para eles.
Fotos: © Jahi Chikwendiu (The Washington Post)

Ed van der Elsken


O holandês Ed van der Elsken (1925-1990) concluiu os estudos de arte em Amsterdam e depois foi para Paris trabalhar como fotógrafo e cineasta independente. Durante sua estada em Paris (1950-1954), a publicação de seu primeiro livro, Love on the left bank, em 1956. Elsken passou quatorze meses em viagem ao redor do mundo e, em 1962, decepcionado pelas dificuldades em publicar um livro, abandona a fotografia por cinco anos e passa a dedicar-se ao cinema. O livro Sweet Life é finalmente publicado em 1966 e em seguida muitos outros livros sobre Amsterdam, Japão e China. Nos ensaios fotográficos de jazz, criados entre 1955 e 1961, Elsken não usou iluminação de flash, considerava importante captar a atmosfera dos músicos em condições de luz natural. Ed van der Elsken, um fotógrafo politicamente ativo, expressou o seu interesse pelas pessoas à margem da sociedade, nunca antes mostradas em reportagens representativas sobre o seu país. Seus filmes eram muitas vezes produzidos a partir de uma fotografia e vice-versa, numa interação constante entre as duas artes.
Fotos: © Ed van der Elsken (Hong Kong e Osaka, 1960)

Juan Esteves

Juan Esteves iniciou seu trabalho como fotógrafo em 1980, atuando como fotojornalista free-lancer e participando da criação da agência Contato de Fotojornalismo. Trabalhou como repórter fotográfico no jornal A Tribuna, de Santos (1984-1985) e da Folha de S.Paulo (1986-1994). Tem fotos publicadas em jornais, revistas e livros nacionais e internacionais. Participou de mais de oitenta livros no Brasil e exterior. Publicou os livros 55 Portaits (2000), São Paulo en mouvement (em co-autoria com Anne Louyot, 2004) e Presença = Presence (2006), no qual o crítico Olívio Tavares de Araújo escreveu: "Ao lado dos que realmente foto-grafam, isto é, escrevem com a luz, surgiu-nos uma novíssima geração que pouco se preocupa com o acerto. Ou que, no melhor espírito pós-modernista, certamente nem acredita que existam (e sejam opostos) erro e acerto: quanto mais esquisito, desfocado, superexposto ou escuro, melhor. Depois, alguns efeitos pouco mais que escolares no Photoshop, e pronto, eis a obra."
"Tendo nascido do trabalho de um fotógrafo de verdade, daqueles que sabem fazer as coisas e somam ao talento o pleno domínio de seus meios, e incluindo os retratos de tantos outros nas mesmas condições, este livro se torna com certeza um foro adequado para levantar essa questão - diante da qual, parece-me, tem havido mais silêncio que o desejável. Em arte, meras improvisações e saques não são um ganho nem um progresso. É necessário não confundi-los com a pesquisa e a investigação a sério. Felizmente, em meio a equívocos circunstanciais a autêntica arte da fotografia perdura." 
Nas fotografias de Juan Esteves reconhecemos mais que a decisão do olhar do fotógrafo, o que vemos tão perto, impresso na superfície, é o que cada artista traz em seu interior.
Reprodução / capa / © Juan Esteves (Presença = Presence, São Paulo: Editora Terceiro, Nome, 2006)

domingo, 12 de outubro de 2008

Cortázar, carta ao amigo Alécio

Em 1981, foi publicado o livro "Paris ou la vocation de l'image", com 127 fotografias de Alécio de Andrade (1938-2003) e ensaio de Julio Cortázar (1914-1984). Uma parceria, fruto da amizade entre o fotógrafo carioca e o escritor argentino. Em 1982, Cortázar escreve uma carta ao amigo em que se lê: "Caro Alécio, não estarei em Paris por ocasião de sua exposição no Espace, mas a imaginarei à minha maneira em algum lugar de Cuba ou da Nicarágua. Se durante o vernissage acontecer que o empurrem suavemente, pense que se trata de minha longínqua mensagem de amigo, e responda com um tapa nas costas, de modo que também eu receba o eco mental. (Aliás, é mais barato do que o telefone). Você não ficará muito surpreso com minha ausência, pois já faz alguns anos que só nos cruzamos por toda parte. Bem, toda cruz cria um ponto central de intersecção, e entre nós esses pontos se chamam cumplicidade e pertencimento à raça inamovível dos cronópios. Eles também se chamam Paris, cujas fotos fizeram a mais maravilhosa das acupunturas. Aí está, você vai ver que em breve nos cruzaremos de novo. Vamos tentar fazer melhor, encontrando-nos exatamente no ponto central, onde espero que haja um bistrô. Seu amigo, Julio."
© Alécio de Andrade, Instituto Moreira Salles, 2008
Foto: reprodução (© RotoVision, 1981)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O chapéu de Weegee

"Weegee (Usher Fellig, 1899 - 1968) abandonara os estudos aos quatorze anos para ajudar a manter a família. Em 1914, com quinze, deixou o lar paterno e passou a viver de biscates (entre os quais tocar violino num cinema na Terceira Avenida). Durante parte desse tempo, ele foi um sem-teto, cujas tragédias e dramas se tornariam sua especialidade na década de 1940. Ao mesmo tempo explorando e identificando-se com as pessoas que fotografava, dedicou-se a captar lucrativamente suas vidas em close-up e com flash. Weegee era um homem com tino comercial que trabalhava infatigavelmente para manter sua reputação como fotógrafo-rei do submundo de Nova York. No filme noir e nas fotos feitas por Weegee em cenas de crimes, as pessoas se distinguiam pelo sinistro ar de anonimato que o chapéu confere a quem o usa. Já farto de ver Weegee "vendendo a mesma fotografia" durante anos, um editor o censurou: "Até onde vejo, é o mesmo bandido morto e o mesmo chapéu cinzento caído na calçada".
© Geoff Dyer (The ongoing moment, 2005)
Foto: autor desconhecido (Weegee em seu apartamento)

Instantâneos da felicidade

(...)"Enquanto pensa, a fotografia resiste e esta resistência tem um sentido ético profundo - e que se torna ainda mais importante de sublinhar quando a cultura do instantâneo parece estar prestes a desaparecer. Pois o que faz a fotografia quando espera, é criar uma reserva de futuro no interior de um tempo que insiste em se fazer passar homogêneo - o tempo dos instantes quaisquer, dos instantes equivalentes e indiferentes. Vivemos uma época em que o futuro precipitou-se sobre o presente, a instantaneidade universalizou-se na forma do "ao vivo" e do "tempo real". (...) Nesta época em que o presente parece dilatar-se enormemente e as distinções entre passado e futuro tornam-se imperceptíveis, a espera fotográfica pode ser compreendida pelo que representou na modernidade: uma ética do instante, cuja missão era resguardar o futuro e, no interior deste, a possibilidade de fazer vir um acontecimento, um próximo momento diferente deste em que estamos vivendo. A dimensão ética da expectação do instante foi - e talvez ainda seja - a de produzir esta "reserva" de futuro como diferença. O passe-de-mágica do instantâneo fotográfico visava resguardar no futuro a potência de interrupção dos acontecimentos e este era o segredo de sua felicidade (...)." © Maurício Lissovsky (CCBB, 2007)
Foto: © Richard Kalvar

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os graffitis de Jon Naar


Em 1973, o fotógrafo Jon Naar e o designer Mervyn Kurlansky percorreram a cidade de Nova York fotografando (com uma câmera Reflex) os graffitis espalhados por todas as galerias e vagões do metrô, em muros, carros abandonados e em prédios antigos nos bairros do Harlem e do Bronx. As fotografias foram publicadas no livro The Faith of Graffiti, com texto de Norman Mailer, em 1974. O graffiti é um movimento de expressão popular dos guetos. Surgiu na década de 1970, criado por grupos de jovens, a maioria de origem hispânica, que desenhavam suas marcas, construindo novas significações dentro do espaço urbano. Uma nova linguagem artística e também política. Norman Mailer comparou os graffitis aos movimentos artísticos, das pinturas rupestres a Matisse; à semelhança das impressões de mãos que cobrem as cavernas no período Neolítico e a mensagem dos graffitis: eu sou humano, eu estava aqui, sou eu, este é meu nome. Para Mailer, os graffitis suscitavam um movimento de inquietação num futuro cada vez mais próximo, como a formação de um exército do outro lado da montanha e nós não os vemos.
Fotos: © Jon Naar

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Gabriele Basilico

Gabriele Basilico (nasceu em Milão em 1944) foi convidado pelo governo francês, em 1984, para participar da Mission Photografique de la DATAR, junto com outros fotógrafos (como Josef Koudelka), do projeto de documentação das transformações e das diversidades das paisagens, tanto urbanas como rurais, da França. Em 1982, Basilico havia fotografado as zonas industriais de Milão. Suas imagens de arquitetura contemporânea foram publicadas no livro Cityscapes e apresentadas em exposições na Europa. A fotografia de paisagem tem um papel ativo na percepção do mundo. De acordo com Kevin Lynch (A Imagem da Cidade, 1999): "não somos meros observadores desse espetáculo, mas parte dele; compartilhamos o mesmo palco com os outros participantes. Na maioria das vezes, nossa percepção da cidade não é abrangente, mas antes parcial, fragmentária, misturada com considerações de outra natureza. Quase todos os sentidos estão em operação, e a imagem é uma combinação de todos eles."
Foto: © Gabriele Basilico