"Alguns fotógrafos se fazem de cientistas, outros de moralistas. Os cientistas fazem um inventário do mundo; os moralistas concentram-se em pessoas com sérios problemas. Um exemplo de fotografia como ciência é o projeto iniciado por August Sander em 1911: um catálogo fotográfico do povo alemão. (...) Não se tratava do fato de Sander haver escolhido indivíduos de acordo com o caráter representativo deles, mas sim de haver suposto, corretamente, que a câmera não pode deixar de revelar os rostos com máscaras sociais. Cada pessoa fotografada era um emblema de determinada classe, ofício ou profissão. Todos os seus temas são representativos, igualmente representativos, de determinada realidade social - a deles mesmos. (...) Na obra de Sander, todos estão devidamente situados, ninguém está perdido, confinado ou descentrado. "Não tenho intenção de criticar nem de descrever essas pessoas", disse Sander. Embora talvez já fosse de se esperar que ele alegasse não criticar seus temas, ao fotografá-los, é interessante que tenha pensado que tampouco os descrevia. " © Susan Sontag (Sobre Fotografia) Foto: © August Sander
Yo Imae estudou no International Center of Photography de Nova York. Produziu recentemente uma série de retratos de pessoas que ele aborda nas ruas da cidade. Imae declarou que tanto quanto possível, não interfere na cena para que a fotografia possa mostrar exatamente a realidade do indivíduo retratado, sua essência. É certo que o trabalho do jovem fotógrafo não assume nem de longe o projeto ambicioso de Sander, que "a despeito de seu realismo de classe, trata-se de uma das obras mais genuinamente abstratas na história da fotografia." (Susan Sontag). Ao colocar os dois posts juntos quero apenas ressaltar a mesma cumplicidade de ambos, a de saborear a mobilidade vulnerável de cada rosto. Ou façamos como Roland Barthes: retiramos das fotos de August Sander e de Yo Imae o costumeiro blablablá, e deixamos que os detalhes remontem sozinhos à consciência afetiva.Foto: © Yo Imae (http://www.yoimae.com/ e The F Blog)
"Em 1989, o midas da Microsoft fundou uma companhia com a finalidade de colecionar e distribuir imagens digitais, referentes a arte e fotografia tão diversas quanto possível, ou seja, uma biblioteca de imagens que ilustrasse toda a história da humanidade. É a Corbis Corporation, cujo cerne foi a coleção Bettmann, composta de mais de três milhões de imagens, a qual se juntaram inúmeras coleções como as UPI (United Press International), agências Reuters e France Press, assim como, por exemplo, fotos de Ansel Adams ou imagens dos grandes museus do mundo. Atualmente, conta com mais de 16 milhões de imagens. (...) E ainda que nesses primeiros tempos de funcionamento a Corbis venha tendo uma atitude de respeito a fornecedores e usuários de imagens, quem garante o que vai acontecer quando um só homem detiver em suas mãos as imagens das mais expressivas manifestações artísticas e culturais da humanidade?" © Solange Zuñiga (informações extraídas da Home Page da Microsoft) Foto: J. E. Pasonault, 1902 - © Corbis

Gostaria de saber direito o que vou fazer neste post, mas não sei. Manter um blog sobre teoria da fotografia não é nada fácil e, obviamente, como todo blog tem seus altos e baixos. Na verdade eu estava com muita preguiça até ver essas fotografias de Robert Capa. E imediatamente me lembrei do filme Ladrões de Bicicleta de Vittorio De Sica. O filme, que é um apelo à solidariedade dos homens, conta a história de um personagem que tem sua bicicleta roubada, e nas sequências vemos seu esforço e suas esperanças em recuperá-la.
É mais ou menos o que acontece no blog. Todos os dias eu roubo imagens na esperança de que alguém venha aqui procurá-las. Fotos: © Robert Capa
"Em um romance breve e excepcional, Noturno Indiano, o escritor italiano Antonio Tabucchi faz uma fotógrafa descrever o detalhe ampliado de uma foto que ela tirou. "Mostrava um jovem negro, apenas a cabeça e os ombros, uma camiseta esportiva com uma frase publicitária, um corpo atlético, uma expressão de grande esforço no rosto, os braços erguidos num gesto de vitória; com toda a evidência, ele estaria, por exemplo, rompendo a fita de chegada com o peito após correr cem metros." Em seguida, ela descreve a fotografia inteira. "À esquerda, há um policial vestido como um marciano, um capacete de plástico duro sobre o rosto, botas de cano alto, um fuzil apoiado no ombro, o olhar ameaçador por baixo da sua viseira ameaçadora. Está atirando no negro. E o negro foge com os braços levantados, mas já está morto." Toda fotografia (ampliada, cortada, tirada de determinado ângulo, iluminada de certa forma) cita a realidade de maneira deturpada."© Alberto Manguel (Lendo Imagens, 2000)Foto: © Edmund Leveckis
Em 2002, alegando razões de segurança, Israel começa a construir um muro de separação entre seu Estado e a Cisjordânia. A construção do "muro de proteção" foi requisitada pela direita e esquerda israelenses, após a onda de atentados suicidas que atingiu Israel desde o início da segunda Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense), no final de setembro de 2000. Declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça de Haia, o muro, que alcança em alguns locais oito metros de altura e a construção chega a avançar até 22 quilômetros, é um forte símbolo da barreira que opõe Israel aos vizinhos árabes há quase sessenta anos. Partes do muro já estão tomadas com frases e desenhos de protesto. "Muro da vergonha"," muro lamentável", são expressões usadas pelos manifestantes contra à sua construção, um muro que não tem nada a ver com paz ou segurança.Foto: Zoriah Miller (© Zoriah/www.zoriah.com)
Yasuhiro Ishimoto produziu imagens de Chicago em diversos períodos. Inicialmente enquanto cursava o Instituto de Design de Chicago, em 1948, onde teve aulas de fotografia com Harry Callahan e Aaron Siskind. E depois no período entre 1958 a 1961, quando foi morar em Chicago. Ishimoto costumava fotografar centenas de imagens da arquitetura da cidade para uma única publicação na revista Design Space. Em 1955, uma de suas fotos é selecionada por Edward Steichen para participar da famosa exposição The Family of Man. E finalmente, em 1969, suas fotos são publicadas no livro Chicago. O Art Institute of Chicago realizou uma exposição retrospectiva de sua obra. Em 2004, Yasuhiro Ishimoto doou seu arquivo de sete mil imagens para o Museu de Arte de Kochi, no Japão.Foto: © Yasuhiro Ishimoto
"Há uma compulsão de tomar a câmera entre as mãos, uma compulsão de praticar o ato (aparentemente inconfessável). (...) Qualquer repórter fotográfico já experimentou esse pequeno estar fora de si, esse pequeno êxtase, quando a pulsão fotográfica o transforma numa espécie de caçador feroz e puramente instintivo, um animal fótico, um predador visual de coisas diáfanas, com todo o seu ser em estado de total eriçamento, um Rambo das sensações delicadas. As narinas latejam e ele avança com sua ativíssima, especialíssima e secreta passividade. Não se trata de captar a realidade. É apenas um ato que está circulando em suas veias. A fotografia não é a arte de captar, ao contrário, é uma arte de soltar. Como se a cada disparo da máquina fosse o fotógrafo que se esvaísse em disparada. O fotógrafo nada recebe, ao contrário, é como se, através do obturador aberto, ele se permitisse um vôo cego, um mergulho de se expor."Texto e foto: © Arthur Omar
"A fotografia registra a gama de emoções escritas no rosto humano, a beleza da terra e do céu herdada pelo homem, e a riqueza e confusão criadas por ele." Edward Steichen, 1961. Comemora-se hoje o dia Mundial da Fotografia, esse veículo ímpar e uma forma artística inesgotável. A foto é de Ricardo Teles, uma imagem do Projeto Olhares Cruzados, que utiliza o ensino da fotografia na integração de crianças africanas e brasileiras. Foto: © Ricardo Teles

Steve Salmiere estudou fotografia na escola de Artes Visuais de Nova York, em 1966. Pertence a uma geração de fotógrafos que revelam o papel da fotografia como um mecanismo de reportagem social. No final da década de 1960, Salmieri, Robert Frank, Leon Levinstein, Wegee, Lisette Model, Samuel H. Gottscho e Byron documentam a região de Coney Island. São imagens que mostram a transformação de um importante local sócio-cultural que fora afetado pela diminuição da imigração e o desenvolvimento acelerado da metrópole. Suas fotografias de Coney Island foram feitas entre 1966 e 1972 e hoje fazem parte da coleção permanente do Museum of Modern Art, do Brooklyn Museum e do Smithsonian Institute. Publicou dois livros, American Grilles (1978) e Cadillac: An American Icon (1985). Foto: Steve Salmieri
German Lorca começa a fotografar entre os anos de 1946 e 1947, quando compra uma câmera de 35 mm da marca alemã Welti. A realização de cenas cotidianas de Lorca no cine Clube Bandeirante, ao qual se associa em 1948, o torna um dos pioneiros da fotografia moderna no Brasil. Em 1952, abre seu próprio estúdio e realiza sua primeira exposição individual. Em 1954, faz a cobertura do IV Centenário de São Paulo, reportagem que o lança oficialmente como fotógrafo profissional. Entre 1997 e 2006, suas fotos entram em coleções públicas como a Coleção Pirelli-Masp de fotografia, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Coleção Porto Seguro de Fotografia. Lorca diz que suas fotografias são a "importância fiel" da sua memória, aquela que guardou o seu tempo, entre ruas e avenidas, para encontar cada imagem, na cidade onde havia garoa. Foi numa esquina que o fotógrafo nasceu para sempre, depois de uma conversa como o também fotógrafo Geraldo de Barros. Foto: © German LorcaBiografia: Fotografia como memória (Pinacoteca de São Paulo)
Gary Knight começou a fotografar no final dos anos 1980, no Sudeste da Ásia e da Indochina. Em 1993, mudou-se para a ex-Iugoslávia, onde documentou os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade durante a guerra civil. Gary é o autor de "provas" uma monografia sobre crimes de guerra no Kosovo. Fotografou a invasão do Iraque, a ocupação do Afeganistão, a guerra civil na região de Caxemira e o tsunami asiático. Em 2001, juntou-se a seis fotógrafos documentaristas premiados e fundaram a VII Photo Agency. Seu trabalho tem sido amplamente publicado em revistas de todo o mundo e suas imagens fazem parte de coleções de vários museus. Documentos das arbitrariedades da sociedade. - "As pessoas não vão a uma exposição para verem os seus pensamentos criticados e sim vê-los confirmados. Não se consegue mudar o mundo fazendo exposições, precisa-se tentar por meio da mídia". Já esteve no Brasil duas vezes. Foto reproduzida: delegacia (Polinter), Rio de Janeiro.Foto: © Gary Knight
Lillian Bassman trabalhava como ilustradora de moda no início dos anos 1940, quando a convite do diretor da Harper's Bazaar, Alexey Brodovitch (1898-1971), é nomeada diretora de arte Junior. Em 1946, Bassman começa a fotografar, em parceria com os jovens fotógrafos, Richard Avedon, Louis Faurer, Arnold Newman, Robert Frank, e Paul Himmel, com quem havia se casado, em 1935. Incentivada por Brodovitch, os ensaios de Lillian Bassman transmitem um novo estilo à fotografia de moda, com muita sensualidade e mistério. Na Harper's Bazaar as fotos eram editadas de forma a contar uma história e as imagens de Bassman narram o processo de emancipação feminina, de mudanças na sociedade. Na década de 1950, à medida que a fotografia desenvolvia-se, passando de imagens documentais de moda para ensaios visuais, as formas e formatos de apresentação das revistas ilustradas também mudavam.
Foto: © Lillian Bassman
Antoine D'Agata, fotógrafo francês, estudou no International Centre for Photography em Nova York, em 1990. O primeiro livro Mala Noche (foto aqui reproduzida) foi publicado em 1998. Com a publicação do segundo livro Hometown, em 2001, D'Agata recebe o Prêmio Niépce. Durante sua estada em Nova Iorque, trabalhou como assistente para Magnum Photos. Mas foi através da exposição 1001 Nuits, que suas fotos da noite, em movimento único, sensual, brutal, às vezes até chocante, atraíram a atenção e em 2004, ele passa a fazer parte da agência. Neste mesmo ano, seu primeiro curta metragem Le Ventre du Monde (The World's Belly), faz um enorme sucesso e essa experiência o leva a produzir o longa Aka Ana, filmado em 2006 em Tóquio. A fotografia de Antoine D'Agata, ao mesmo tempo em que explora o tradicional fotojornalismo, sua técnica incontestável e objetiva, converte-se em aspectos capazes de surpreender a todos. Ele fotografa os locais onde acredita que a vida pulse.Foto: © Antoine D'Agata

O fotógrafo cubano Alberto Korda (1928-2001) trabalhava para o diário Revolución, em Havana, quando, munido de uma câmera Leica, foi flagrar os oradores em ato público de luto pelas mortes do atentado contra o barco La Coubre, em março de 1960. Korda fez duas chapas de Ernesto Che Guevara, mas o Revollución arquivou os negativos. Em 1967, o editor italiano Giangiacomo Feltrinelli foi a Cuba em busca de imagens para um livro e descobriu a fotografia de Korda. Em outubro, com a morte de Che, na Bolívia, a foto do revolucionário de olhar triste começou a girar o mundo. É uma das imagens mais reproduzidas no século XX. O pai de todos os pôsteres. Tornou-se um símbolo, o ícone pop, o mito do guerrilheiro heróico, uma imagem presente em quase todos os protestos, contra a guerra do Vietnã, dos movimentos hippies às passeatas de liberação sexual. Fotos: © Alberto Korda e © David Seymour
A revista VU foi criada em 28 de março de 1928 e editada por Lucien Vogel (1886-1954), fotógrafo e editor do La Gazette du Bon Ton e do Jardin des Modes. Vogel sempre se interessara mais por política do que por moda e estava fascinado pelo poder da fotografia, o primeiro número da revista continha mais de 60 fotos. Vogel emprega os melhores fotógrafos da época como, André Kertész, Man Ray, Brassaï, Germaine Krull, Martin Munkacsi e Robert Capa, cuja foto mais célebre, a do soldado legalista espanhol baleado, foi publicada pela primeira vez em 1936. Vogel sabia o que fazer para que as fotografias contassem uma história. Um dos seus esforços pioneiros foi a página dupla central, aliada à técnica de impressão por rotogravura que garantia a qualidade dos negativos. Com a colaboração de Alexander Liberman, editor artístico, Vogel produzia layouts justapondo imagens e criando fotomontagens. Ele atribuía sua habilidade de manipular livremente as fotos ao fato de que "não havia culto à fotografia naquela época", não havia a interferência dos fotógrafos. Por volta de 1936, os ensaios que criticavam os fascistas tornaram-se mais frequentes e a revista começa a perder os anunciantes, assim, Vogel é forçado a vender a revista para um empresário de direita. Foto de capa: © Man Ray
Boris Kossoy é arquiteto (1965); Mestre e Doutor e Livre-Docente pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, onde é professor no departamento de Jornalismo e Editoração. Na década de 1960 dividia o seu tempo entre a prancheta e a câmera fotográfica. Nesta época abriu seu primeiro estúdio profissional dedicando-se principalmente ao retrato e à ilustração. Sua obra mais conhecida, entretanto, é voltada à investigação histórica. Sua pesquisa e comprovação da descoberta independente da fotografia por Hercules Florence mereceu ampla repercussão internacional. Kossoy publicou muitos livros, vários textos foram reproduzidos aqui no blog: Fotografia e História (1988), Realidades e Ficções na Trama Fotográfica (1999) e Os Tempos da Fotografia (2007). Além da obra histórica e teórica, é extensa sua atividade enquanto curador e conferencista. Em 1984 o Ministério da Cultura e da Comunicação da França outorgou a Kossoy a distinção cultural "Chevalier de L"Ordre des Arts et des Lettres" pelo conjunto de sua obra. © Boris Kossoy
Chico Albuquerque (1917-2000) manifestou cedo o talento para a fotografia. Aventurou-se no cinema aos 15 anos fotografando um documentário de curta-metragem. Aos 17 já figurava entre os fotógrafos profissionais. Mas foi em 1942, aos 25, que aprendeu a compor fotografia, ouvindo falar pela primeira vez em divisão áurea do retângulo. O professor: o cineasta Orson Welles, para quem fez still do filme “It’s All True”. Em 1945, mudou-se de mala e câmeras para São Paulo. A conquista do mercado veio rápida. Em 1948 fez a primeira fotografia publicitária no Brasil, ao registrar modelo e produto para uma campanha da Johnson & Johnson, da agência J.W. Thompson. Assinou portraits de personalidades como o presidente Juscelino Kubitschek, o paisagista Burle Marx, o pintor Aldemir Martins e tantos outros. Chico Albuquerque fez escola e foi mestre dos grandes fotógrafos de hoje na publicidade nacional. Ele nunca deixou a fotografia. Seu último trabalho foi aos 83 anos, em 2000.(biografia: Instituto Chico Albuquerque)
Fotos: © Chico Albuquerque
"As imagens sem conta produzidas a partir de 1840 dos microaspectos captados de diferentes contextos sociogeográficos têm preservado a memória visual de inúmeros fragmentos do mundo, dos seus cenários e personagens, dos seus eventos contínuos, de suas transformações ininterruptas. Estas imagens são documentos para a história e também para a história da fotografia. É a fotografia um intrigante documento visual cujo conteúdo é a um só tempo revelador de informações e detonador de emoções. (...) Conteúdos que despertam sentimentos profundos de afeto, ódio ou nostalgia para uns, ou exclusivamente meios de conhecimento e informação para outros que os observam livres de paixões, estejam eles próximos ou afastados do lugar e da época em que aquelas imagens tiveram origem. Desaparecidos os cenários, personagens e monumentos, sobrevivem, por vezes, os documentos." © Boris KossoyFoto: © Byron Company Collection (1901 ou 1902)
A vitória dos aliados na Primeira Guerra Mundial, em 1918, modificou o mapa da África: as colônias alemãs ficaram sob domínios inglês, belga e francês. O movimento de emancipação irrompido antes da Segunda Guerra Mundial acelerou-se a partir de então. A década de 1960 marca a conquista da independência da maior parte dos países da África. O fotógrafo inglês, Ian Berry (foto: visita da rainha Elizabeth II a Gana, 1961) documentou toda a agitação política, nesta época ele trabalhava para o Randy Daily Mail e para a revista africana Drum. Em 1962, Henri Cartier-Bresson convidou-o a se juntar à agência Magnum Photo. Em 1978, publicou o livro The English. Ian Berry continua a viver e trabalhar na África do Sul. Jomo Kenyatta, Primeiro Ministro e depois Presidente do Quênia de 1964 a 1978, afirmou: "Quando os brancos vieram para a África, nós tínhamos a terra e eles, a Bíblia. Eles nos ensinaram a rezar de olhos fechados. Quando os abrimos, os brancos tinham a terra e nós a Bíblia." Foto: © Ian Berry